Sábado
junto as palavras
em um entendimento
o sol não me lembra
a lua me esquece
o que é dia
o que é noite
o que é essa imprecisão
do que não tenho
do que não posso ter
desse amor que bebo no meu sangue
bebo na minha vida
bebo na chuva
bebo nos recônditos poços da minha alma
da dor que não dói
da dor que ama
no vôo dessa canção
nesse sábado
o pingo do destino
o tempo de nosso tempo...
Escrito
14:00
por Newton Lelis E-mail
Sábado, Janeiro 22, 2005
Um dia
o lacre da dor
rompido
a alma quieta
anestesiada
e mergulho
tenho a vida no sol
a esperança caminha no vento,
os pés no frio do asfalto,
o coração que bate, os olhos bem abertos,
a pele, o sangue, a minha rude mansidão,
nesse fio do silêncio
do que sou do que quase sou
na espera, à porta do rotundo tempo,
que um dia será meu, um dia sera meu dia...
Escrito
00:24
por Newton Lelis E-mail
Domingo, Janeiro 09, 2005