Café do Vento
 
A vitrine da minha introspecção.


Domingo, Abril 17, 2005

   
eu


quando eu sou eu
menos eu ainda
sobro na minha insolvência peculiar
sobro no meu dia
minha viagem é mais completa assim
na roleta do meu sangue
a fresca sombra da minha alma
a dor de minha luta
quando sou e não sou
mais eu
menos eu
a minha derrota é minha vitória
na palma do céu a sinfonia,
o traço de pedra da cidade urgente,
sem palco,
sem tédio,
sem drama
apenas o vento que leva
e traz
que esquece
e me lembra
resfria
acende
cigarro, palha, destino, a agitação feroz do dia,
sou apenas o passageiro do futuro,
amanhã, a vida....


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